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Traficantes usam leilões de cavalo e agenciamento de shows de forró para lavar dinheiro

Preso após ostentar nas redes, suspeito foi encontrado por cão policial escondido em box de cama. Investigação na Paraíba revela como grupo ligado à facção Nova Okáida movimentou R$ 150 milhões e tentava obter contratos com prefeituras do Nordeste

28/09/2026 às 06h12
Por: Redação
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Foto: TV Globo/Reprodução
Foto: TV Globo/Reprodução

Uma reportagem exibida pelo programa Fantástico, da Rede Globo, revelou um esquema sofisticado de lavagem de dinheiro e tráfico de drogas comandado por uma facção criminosa na Paraíba. O grupo, ligado à organização criminosa Nova Okáida, teria movimentado cerca de R$ 150 milhões em apenas dois anos através de estratégias que iam desde a aquisição de cavalos de raça em leilões até o agenciamento de shows de forró voltados para contratos com prefeituras do Nordeste.

De acordo com as autoridades ouvidas pela equipe do Fantástico, os suspeitos utilizavam leilões virtuais, incluindo eventos que levavam a marca do cantor Wesley Safadão, para arrematar animais por valores inflacionados com o objetivo de limpar o dinheiro ilícito. Entre os envolvidos na compra dos cavalos da raça Quarto de Milha está Yago Cavalcanti, ex-candidato a vereador em Campina Grande, e Ivan Moura, conhecido como Mauro Maromba. A assessoria do cantor esclareceu que o arremate dos animais ocorre ao vivo com a leiloeira e que não houve contato direto com o artista, o qual não é alvo da investigação.

 
 
 
 
 
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Além dos investimentos em animais de vaquejada, o grupo planejava expandir os negócios empresariando cantores de forró. Áudios interceptados indicavam o interesse em firmar contratos com administrações municipais para garantir lucros elevados e dar aparência lícita aos recursos obtidos com o tráfico de cocaína, crack e skank.

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Ostentação, armas e prisões

O esquema financeiro também contava com empresas de fachada, a exemplo de uma aberta por Miriam Ferreira, esposa de Ivan Maromba. Embora declarasse renda de vendedora, a conta da empresa movimentou R$ 144 milhões em apenas quatro meses. Com a fortuna acumulada, os líderes do esquema ostentavam carros de luxo, jet-skis e residências em condomínios fechados nas redes sociais, o que acabou atraindo a atenção policial.

Durante uma operação integrada, 13 suspeitos foram presos. Yago Cavalcanti foi capturado enquanto tentava fugir por uma rodovia no estado. Já Ivan Maromba foi localizado de forma inusitada em sua residência: após buscas detalhadas, um cão policial do canil indicou o local exato onde o suspeito estava escondido, dentro do box baú de uma cama.

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A Justiça autorizou o bloqueio de até R$ 144 milhões nas contas dos investigados. Os envolvidos devem responder perante a Justiça por crimes de organização criminosa, tráfico de drogas, comércio ilegal de armas de fogo e lavagem de dinheiro.

Por Pabhlo Rhuan

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