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Polícia Federal deflagra Operação Zona de Influência para apurar negociação de apoio político com facção criminosa na Paraíba

Ação cumpre mandados de busca e apreensão expedidos pelo Tribunal Regional Eleitoral e afasta cautelarmente secretário municipal de João Pessoa

29/09/2026 às 06h55 Atualizada em 29/09/2026 às 09h55
Por: Redação
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Foto: Divulgação PF
Foto: Divulgação PF

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira (29/9) a Operação Zona de Influência, com o objetivo de investigar a suposta negociação de apoio político-eleitoral entre agentes políticos e membros de uma facção criminosa que atua em comunidades da Paraíba.

O deputado estadual Caio Roberto (MDB) e o secretário-chefe do Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) de João Pessoa, Júnior Pires, figuram entre os alvos da operação. Ao todo, estão a ser cumpridos sete mandados de busca e apreensão expedidos pelo Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB). Além das buscas, a Justiça Eleitoral determinou o afastamento cautelar, pelo período de 90 dias, do secretário municipal.

Dinâmica das investigações

De acordo com as investigações conduzidas, os integrantes da facção utilizavam o controle territorial exercido sobre determinadas comunidades para negociar apoio político, bem como para autorizar ou restringir a entrada de candidatos nesses locais com o intuito de realizar atos de campanha. Em contrapartida, as autoridades apuram a ocorrência de pagamentos direcionados a uma liderança do grupo criminoso, o custeio de despesas de um centro comunitário local, além de tratativas envolvendo a ocupação de cargos e empregos na administração pública, entre outras vantagens ilícitas.

Posicionamento dos citados e órgãos públicos

Em nota, a defesa de Caio Roberto afirmou que o deputado e candidato à reeleição realiza sua campanha de acordo com as regras eleitorais e que não praticou ilícito eleitoral. A defesa também disse que o deputado atendeu à diligência da Polícia Federal e que, durante a ação, não foram encontrados dinheiro ou outros elementos que indicassem crime eleitoral ou vínculo com organizações criminosas. O parlamentar afirmou ainda que continuará a campanha e permanecerá à disposição da Justiça Eleitoral.

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Por sua vez, a Prefeitura de João Pessoa informou em nota que ainda não foi oficialmente notificada sobre a decisão judicial que determinou o afastamento cautelar de um servidor, ressaltando que o Município está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.

O inquérito policial apura, em tese, a prática de crimes eleitorais, integração em organização criminosa, lavagem de dinheiro, domínio social estruturado e favorecimento ao domínio social estruturado. As diligências seguem em curso para aprofundar a apuração dos fatos e individualizar a conduta dos envolvidos.

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Por Pabhlo Rhuan

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