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Operação Frota Fantasma investiga desvio de R$ 800 mil em combustíveis na Secretaria de Administração Penitenciária da Paraíba

Ação conjunta da Polícia Civil e Gaeco cumpriu 10 mandados de busca e apreensão em João Pessoa e Teixeira; esquema envolvia abastecimento ficitício de veículos quebrados e geradores

07/10/2026 às 12h00
Por: Victor Almeida Fonte: Pabhlo Notícias
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Foto: Reprodução / PCPB
Foto: Reprodução / PCPB

O Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado da Polícia Civil da Paraíba (DRACCO/PCPB), em ação conjunta com o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado do Ministério Público da Paraíba (GAECO/MPPB), deflagrou, na manhã desta quarta-feira (7), a OPERAÇÃO FROTA FANTASMA, destinada a apurar um esquema de possível desvio de combustível no âmbito da Secretaria de Estado da Administração Penitenciária da Paraíba (SEAP).

A investigação teve origem na própria SEAP, que, por meio de seus mecanismos internos de fiscalização e controle, identificou indícios de irregularidades no abastecimento de combustível e comunicou os fatos para aprofundamento investigativo.

No decorrer das apurações, foram identificados intensos abastecimentos atribuídos a veículos que se encontravam quebrados e fora de uso, além de registros de abastecimentos de geradores de unidades prisionais que, segundo os elementos colhidos, não teriam efetivamente ocorrido.

Em um recorte investigativo correspondente a aproximadamente um ano, as irregularidades apuradas apontam para um prejuízo estimado de cerca de R$ 800 mil aos cofres públicos.

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As investigações identificaram um servidor vinculado ao setor de transportes da SEAP como suspeito de ser o responsável pela prática criminosa investigada. Desde a identificação das possíveis irregularidades pela própria Secretaria, o servidor foi afastado de suas funções.

Na manhã de hoje, foram cumpridos 10 mandados judiciais de busca e apreensão nas cidades de João Pessoa e Teixeira, além de medidas de bloqueio e sequestro judicial de bens, destinadas à obtenção de novos elementos probatórios e à preservação de patrimônio para eventual ressarcimento dos prejuízos causados ao erário.

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A investigação é conduzida pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACO), em conjunto com o GAECO/MPPB, e a operação contou com o apoio da Unidade de Inteligência da Polícia Civil (UNINTELPOL), Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), Delegacia Especializada de Combate à Circulação e Comercialização Ilegal de Arma de Fogo, Munições e Explosivos (DESARME), Receita Federal do Brasil e Controladoria-Geral do Estado da Paraíba.

As investigações prosseguem, com a análise do material apreendido e o aprofundamento das diligências para esclarecer a extensão das irregularidades, identificar eventuais outros envolvidos, rastrear a destinação dos recursos desviados e dimensionar com precisão o prejuízo causado aos cofres públicos.

Por Pabhlo Notícias

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