
O PL deve declarar apoio à reeleição de Hugo Motta (Republicanos-PB) para a presidência da Câmara dos Deputados, mas insistirá na indicação de um aliado para comandar o Senado Federal, defendendo o nome de Rogério Marinho (PL-RN). A estratégia tem como objetivo evitar que o partido, embora detentor da maior bancada de deputados, fique isolado e perca espaço no rateio das comissões temáticas.
Conforme apurado, o partido convocou uma reunião com seus congressistas para a próxima terça-feira (3), às 18h, para selar o posicionamento oficial em relação à disputa pela Mesa Diretora da Câmara e à partilha de cargos na Casa.
Antes de encaminhar o acordo com Hugo Motta, o PL avaliou o lançamento de uma candidatura própria à presidência da Câmara. Os nomes cotados foram o do líder da bancada, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), e o do atual vice-presidente da Casa, Altineu Côrtes (PL-RJ). A proposta perdeu força diante do entendimento de que o parlamentar paraibano já contabiliza uma ampla maioria para garantir a reeleição, reunindo a adesão de 15 legendas partidárias, inclusive o PT, que oficializou seu apoio.
A ala ligada ao presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, sustenta que, sem a construção de um acordo com Hugo Motta, de nada adiantaria contar com a maior bancada, uma vez que a escolha da presidência das comissões observa a proporcionalidade dos blocos partidários formados na posse. Na Câmara, quem integra um bloco maior escolhe primeiro e com mais frequência. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), pretendida pelo deputado Nikolas Ferreira (PL), é uma das principais prioridades da legenda. Por outro lado, a ala mais conservadora resiste a endossar o nome de Motta devido à sua proximidade com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
No Senado Federal, apesar de o partido ter conquistado 28 cadeiras para a próxima legislatura, a disputa se mostra mais complexa, mas a oposição garante que lançará candidatura. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) confirmou a intenção de indicar Rogério Marinho para o pleito. Por sua vez, o atual presidente Davi Alcolumbre tem sinalizado a interlocutores que contabiliza ao menos 48 votos favoráveis para se manter no cargo.
A resistência da oposição à gestão no Senado passa centralmente pela análise de pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), prerrogativa que cabe ao presidente da Casa. Além disso, a disputa ganha peso diante das futuras indicações para o Judiciário, visto que o presidente Lula poderá indicar ao menos quatro nomes para o STF e seis para o Superior Tribunal de Justiça (STJ) até o término de seu mandato, indicações que dependem da sabatina na CCJ e de aprovação pelo Plenário do Senado.
Por Pabhlo Notícias (com informações da CNN Brasil)
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