
O cirurgião ortopedista Dr. Sesiom Wanderley detalhou, nesta quarta-feira (6), o sucesso dos procedimentos cirúrgicos realizados nas jovens Maria Rita, de 16 anos, e Ítaly Lívia, de 19 anos, sobreviventes de uma colisão frontal ocorrida no último domingo (3). Segundo o especialista, as pacientes apresentaram uma evolução positiva e encontram-se com o quadro clínico estabilizado após intervenções de alta complexidade.
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A paciente Maria Rita, de 16 anos, precisou retornar ao bloco cirúrgico na tarde de segunda-feira (4) para uma nova abordagem. O médico explicou que a jovem sofreu uma disjunção da sínfise púbica, uma separação severa dos ossos da bacia, provocada pelo impacto de "altíssima energia".
"Realizamos a redução da bacia para aproximar os ossos da anatomia normal e instalamos um fixador externo para estabilização. O procedimento foi bem-sucedido e ela encontra-se hemodinamicamente estável, ou seja, com os sinais vitais estabilizados, embora siga em observação na UTI", afirmou o cirurgião.
Já Ítaly Lívia, de 19 anos, que sofreu uma lesão similar, porém de menor gravidade, também passou pela estabilização da pelve e apresenta recuperação constante em leito de enfermaria.
O Dr. Sesiom Wanderley destacou o empenho da equipe multiprofissional do Complexo Hospitalar Regional de Patos, que envolveu ortopedistas, anestesistas e a equipe de enfermagem do bloco cirúrgico. "A unidade esteve mobilizada desde o primeiro momento para prestar assistência rápida e adequada diante da gravidade do caso", ressaltou.
O hospital reforça que, devido à complexidade das lesões e aos procedimentos realizados, a manutenção dos estoques de sangue é essencial para a continuidade do tratamento das sobreviventes.
O grave acidente aconteceu por volta das 05h da madrugada deste domingo (3), na Rua São José, nas proximidades do cruzamento com a Rua Elias Asfora, no bairro Jardim Guanabara, em Patos. As três jovens — Maria de Fátima, Ítaly Lívia e Maria Rita — seguiam em uma motoneta Honda Biz de cor branca quando foram surpreendidas e atingidas frontalmente por um automóvel Fiat Mobi cinza, que trafegava em alta velocidade e na contramão da via.
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A condutora da motoneta, a fisioterapeuta e atleta Maria de Fátima, chegou a ser socorrida pelo SAMU, mas não resistiu à gravidade do quadro de politraumatismo e faleceu poucas horas depois no hospital. O sepultamento da jovem ocorreu na manhã desta segunda-feira (4), marcado por forte comoção e clamor por justiça.
O motorista do carro foi identificado como George Vilar Leite, de 39 anos. No momento da abordagem policial, ele apresentava sinais visíveis de embriaguez, mas se recusou a realizar o teste do bafômetro.
Após a audiência de custódia realizada no Fórum Miguel Sátyro, a prisão em flagrante de George Vilar foi convertida em prisão preventiva. Em uma decisão significativa, a Justiça readequou a tipificação do crime para homicídio doloso (quando há intenção ou se assume o risco de matar). O entendimento do Judiciário foi de que, ao dirigir sob efeito de álcool, em alta velocidade e no sentido contrário da via, o condutor assumiu conscientemente o risco de causar a tragédia.
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Por Pabhlo Rhuan
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