Sexta, 12 de Junho de 2026
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Delegado e agentes da Polícia Civil são presos em operação contra o tráfico de drogas na Paraíba

Operação “Perfídia” investiga vazamento de informações sigilosas e corrupção; Justiça determinou o bloqueio de R$ 10 milhões dos envolvidos

02/06/2026 às 08h56 Atualizada em 03/06/2026 às 08h21
Por: Redação Fonte: g1 PB
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Delegado e agentes da Polícia Civil são presos em operação contra o tráfico de drogas na Paraíba

Na manhã desta terça-feira (2), uma operação da Polícia Civil deflagrada em João Pessoa resultou na prisão do delegado Braz Morrone e de dois agentes da corporação. Eles são suspeitos de integrar uma organização criminosa voltada ao tráfico de drogas e corrupção, atuando no repasse de informações sigilosas para criminosos.

A Operação Perfídia

A investigação foi conduzida pela Polícia Civil da Paraíba (PCPB), por intermédio da DRACO (Delegacia de Repressão ao Crime Organizado), em uma atuação integrada com o Ministério Público da Paraíba (MPPB), por meio do GAECO (Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado). A ação, que investiga o uso da estrutura do Estado para favorecer atividades ilícitas, mobilizou 115 policiais e contou com o emprego de 35 viaturas.

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Ao todo, estão sendo cumpridos nove mandados de prisão e 24 de busca e apreensão. Além das prisões, a Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 10 milhões das contas dos investigados. O nome da operação, "Perfídia", faz alusão à traição e deslealdade atribuídas aos agentes públicos envolvidos.

Envolvimento dos agentes

Entre os presos estão dois investigadores com funções específicas na estrutura da organização:

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  • Everton Rychelyson da Silva Aires ("Bomba" ou "Bombado"): Apontado como o operador central, responsável por realizar a ponte entre policiais e traficantes.
  • Eduardo Jorge Ferreira do Egito ("Mão Branca"): Investigador apontado como participante direto na subtração de entorpecentes, além de realizar o monitoramento de carregamentos e o armazenamento de drogas em sua residência.
  • O delegado Braz Morrone, que atua na Delegacia de Crimes Contra o Patrimônio (DCCPAT) e possui mais de 20 anos de carreira, também foi detido. Segundo as investigações, o grupo tinha acesso a informações sigilosas sobre imóveis e veículos utilizados por traficantes.
Foto: Reprodução/TV Cabo Branco

 

Além dos policiais, a operação cumpriu mandados contra :

  • João Wicttor Alves de Lima;
  • Brendo Roberth Fernandes Sobral;
  • Paulo Ricardo Barbosa de Souza ("Galinha");
  • José Alexandrino de Lira Júnior ("Júnior Lira");
  • Vanessa Dantas Fernandes;
  • Dankennedy Vieira Brito da Silva ("Babau").

Até o momento, as defesas dos suspeitos não foram localizadas para comentar as acusações.

Foto: Divulgação/PCPB

 

A operação contou com o apoio de uma ampla rede de segurança, incluindo a Corregedoria da SESDS; as delegacias especializadas (DRE, DESARME, GOE, DIOP, Delegacia de Crimes Cibernéticos e DRF/Patos); grupos táticos das Delegacias Seccionais de Esperança, Juazeirinho, Catolé do Rocha, Picuí, Itabaiana, Itaporanga e Guarabira; a Polícia Rodoviária Federal (PRF); e a Secretaria de Estado da Administração Penitenciária, por intermédio da Força Tática Penitenciária.

Por Pabhlo Notícias com g1 PB

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