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Caso Ayla Evelly: Mais um réu é condenado a 37 anos de prisão pelo Tribunal do Júri em Patos

Sessão realizada nesta quinta-feira (8) resultou na condenação de mais um envolvido no atentado que vitimou fatalmente uma menina de cinco anos em outubro de 202

08/10/2026 às 18h00 Atualizada em 08/10/2026 às 18h04
Por: Redação
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

O Tribunal do Júri da Comarca de Patos condenou, em sessão realizada nesta quinta-feira (8), Ryan Nóbrega Dias a uma pena de 37 anos de reclusão em regime fechado pela participação na morte da menina Ayla Evelly Félix dos Santos, de cinco anos, e pela tentativa de homicídio contra um adolescente de 17 anos, em um crime ocorrido em outubro de 2024 no bairro Monte Castelo.

O conselho de sentença acolheu as teses do Ministério Público da Paraíba (MPPB), reconhecendo a materialidade e a autoria dos crimes imputados ao réu. Além do homicídio consumado e da tentativa de homicídio, Ryan foi julgado e condenado por delitos conexos que incluyeron receptação, associação criminosa e adulteração de sinal identificador de veículo automotor.

Em entrevista exlusiva, a juíza Isabella Joseanne Assunção, que presidiu a sessão do Tribunal do Júri, destacou a importância da resposta célere da justiça e da sociedade patoense diante do caso:

"Hoje nós conseguimos levar ao julgamento pela sociedade patoense o caso da menor Ayla, uma criança de 5 anos e também do adolescente. Foi um caso que ocorreu no dia 29 de outubro de 2024, à beira de fazer 2 anos da morte dessa criança, e hoje então a gente conseguiu dar mais uma resposta à sociedade com relação a esse caso."

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A magistrada também pontuou a sequência dos julgamentos e a atuação do conselho de sentença:

"Nós já tivemos o julgamento de um dos corréus, que foi o que a sociedade entendeu como o mandante, que já havia sido condenado no dia 12 de fevereiro deste ano, e hoje a sociedade novamente reconheceu a culpabilidade e a responsabilidade, a materialidade e a autoria do réu que hoje foi a julgamento, dando também essa resposta à sociedade patoense que deseja, que espera."

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Por fim, a juíza reforçou a necessidade de celeridade processual:

"Eu acho que a justiça tem que ter o julgamento em um prazo razoável, com celeridade, e hoje graças a Deus a sociedade entendeu, compreendeu e julgou mais um dos corréus com relação ao crime da menor Ayla, que morreu com 5 anos de idade."

O promotor de Justiça José Carlos Patrício destacou o resultado do julgamento e o andamento geral do processo que apura o caso.

"O caso de Ayla, são quatro réus, dois já foram julgados, o mandante e um dos executores foi julgado hoje e até agora o Ministério Público tem sucesso. Faltam ser julgados dois réus, a pessoa que atirou e a pessoa que estava pilotando o carro. O trabalho continua, brevemente esses dois réus virão a júri novamente e esperamos ter o mesmo sucesso que a gente já teve até agora", afirmou o promotor.

Restabelecimento de prisões preventivas e operações policiais

A sessão do Tribunal do Júri ocorreu em meio a uma série de desdobramentos recentes no âmbito judicial e policial relacionados ao mesmo processo. A Justiça determinou o restabelecimento das prisões preventivas de Ryan Nóbrega Dias, Janailson Carvalho Leite e Ian da Silva Emiliano, após recurso interposto pelo Ministério Público contra uma decisão anterior que havia substituído as custódias preventivas por medidas cautelares sob alegação de excesso de prazo.

Dando cumprimento às ordens judiciais expedidas pela 1ª Vara Mista da Comarca de Patos, equipes da Delegacia de Homicídios e Entorpecentes (DHE) realizaram diligências na Zona Oeste da cidade. Durante a ação, as equipes efetuaram prisões em flagrante por crimes paralelos, apreendendo um revólver Taurus calibre .38, doze munições intactas, porções de entorpecentes, uma balança de precisão e aparelhos celulares.

O terceiro acusado, Ian da Silva Emiliano, que já se encontrava preso em Campina Grande, foi formalmente cientificado da decisão de restabelecimento da prisão preventiva na unidade prisional onde cumpre pena.

O crime

O atentado que vitimou Ayla Evelly aconteceu na noite de 29 de outubro de 2024, quando a criança caminhava de mãos dadas com um adolescente de 17 anos no bairro Monte Castelo. Os disparos de arma de fogo partiram de um veículo circulando pela área, em meio a um contexto de disputa territorial entre organizações criminosas na região. A menina foi atingida no tórax e faleceu no local, enquanto o jovem sobreviveu após intervenção médica.

Com a condenação de Ryan Nóbrega Dias e o andamento das demais etapas processuais, o caso segue tramitando perante o Tribunal do Júri para o julgamento dos réus restantes.

Por Pabhlo Rhuan

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