
O ex-prefeito de Sousa e candidato a deputado federal pela Paraíba, Fábio Tyrone (PSB), foi um dos principais alvos da Operação Lastro, deflagrada pela Polícia Federal. A investigação tem como objetivo apurar suspeitas de financiamento irregular de campanha eleitoral, incluindo a possível utilização de recursos de pessoa jurídica e despesas não declaradas, além de indícios dos crimes de lavagem de dinheiro e associação criminosa.
No âmbito da investigação, a Justiça determinou o bloqueio de ativos financeiros no valor de até R$ 9 milhões. Ao todo, a Polícia Federal cumpriu três mandados de busca e apreensão no município de Sousa, no Sertão paraibano, sendo a residência de Fábio Tyrone um dos locais alvos das diligências comandadas pelas autoridades. A operação contou com a participação efetiva da Controladoria-Geral da União (CGU).
Após a repercussão da operação policial, Fábio Tyrone utilizou suas redes sociais para publicar um vídeo se defendendo das suspeitas. Na gravação, o candidato afirmou que colaborou integralmente com a diligência policial e declarou que os agentes não encontraram dinheiro, documentos ou qualquer elemento que comprovasse irregularidades em sua residência.
Por outro lado, Tyrone criticou a forma como a ação foi conduzida, alegando que a abordagem ocorreu com "hostilidade" e gerou constrangimento à sua esposa e aos seus filhos. O político reiterou enfaticamente que nenhuma quantia em dinheiro ou arma foi apreendida no interior do imóvel.
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A Operação Lastro é desdobramento de uma investigação mais ampla que já havia apresentado resultados na véspera. Na terça-feira (29), durante uma etapa anterior das diligências, a Polícia Federal apreendeu aproximadamente R$ 380 mil em espécie e efetuou duas prisões em flagrante. Até o momento, a corporação policial não divulgou publicamente a quem pertencia o montante em dinheiro nem especificou se a quantia possui relação direta com as suspeitas que recaem sobre o ex-prefeito.
Todo o material arrecadado durante o cumprimento dos mandados e os valores recolhidos serão submetidos a exames técnicos e periciais para esclarecer as circunstâncias das movimentações financeiras investigadas e individualizar a participação dos envolvidos no esquema. O inquérito policial tramita sob rigoroso segredo de justiça, resguardando-se o direito constitucional à presunção de inocência dos investigados até eventual decisão judicial definitiva.
Por Pabhlo Rhuan
com g1 PB
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